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SERIA ESSE O EVANGELHO?

GÁLATAS 1. 6 a 9

 

Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.”

 

Está sendo pregado um evangelho que pode ser qualquer coisa, menos o verdadeiro!

Vejo que nos dias de hoje se fala pouco de “boas novas”, arrependimento, conversão, consagração ou santidade. Fala-se bem pouco sobre o Amor do Pai que deu Seu único Filho para morrer por toda a humanidade, e quando fala, Cristo entra como um simples e quase não notável coadjuvante… Como um “figurante” da cena. E o Jesus que salva, cura, liberta, restaura, aos poucos tem sido removido da centralidade…

Tenho o privilégio de ter vivido em uma época onde se era ministrado o verdadeiro evangelho, onde as pessoas eram apaixonadas por Deus e por Sua Palavra, onde as pessoas se deixavam usar para trazer uma palavra do coração do Pai, por exemplo. Também sinto saudades da época em que os prodígios, maravilhas e milagres de Deus eram manifestos no arraial. Já até presenciei pessoas sendo curadas, libertas e os Dons do Espírito Santo sendo usado para edificação.

Havia um tempo onde um profeta do Senhor era respeitado… e quem realmente era, não precisava dizer que era, conseguia-se ver Cristo e pureza de coração na vida dele. O profeta tinha entendimento de que não é nada sem Deus, e que é Deus quem opera tudo em todos.

Hoje, percebo que não posso aceitar dizer que sou evangélica, crente ou qualquer outro sinônimo que me associe com isto que chamam de “evangelho”, que é lastimosamente medíocre e que infelizmente percebo muitas pessoas vivendo. De fato, “isso” não é evangelho, não é a “boa nova” em que Cristo sonhou na Cruz do Calvário, que nos traz até hoje para que em recebendo da Graça, o que foi feito se torna real como novidade de vida Nele e com Ele em Amor, amém.  Porém, mesmo na época do Apóstolo Paulo, é de nosso conhecer que já existia problemas relacionados a inserção de fragmentos de conceitos humanos um tanto questionáveis no meio do que era verdadeiro e puro, ao ponto de Paulo dizer que se até mesmo nós ou um anjo descer do céu e anunciar um “outro evangelho”, que seja considerado anátema.

O evangelho sempre foi um só, mas o mundo tem tido a sensação de que há vários! Não os culpemos por isso… Pois é fácil percebermos tantos seguimentos, de modo que se as pessoas perguntam qual é a tua religião e vem como resposta “evangélica!” é preciso outra pergunta: “De que ramo?” Dos que expulsam demônios? Dos que pedem dinheiro? Dos famosos? E isso é muito triste…

E os louvores?! Está ficando difícil de saber a diferença das palavras das canções seculares e das cristãs. Raramente se ouve louvores como os da harpa cristã, ou aqueles clássicos antigos que falavam da volta de Cristo, do Amor, da Bondade, Fidelidade de Deus ou de Gratidão a Deus por Cristo.

Conheci pessoas que eram comprometidas de verdade com o Pai, que não sabiam nem usar o português correto para falar, mas que tinham um brilho no olhar, uma alegria irradiante e uma unção de Deus que emanava da vida delas, que dava vontade de estar sempre por perto e saber onde era a “fonte da água” que ela bebia. Eram pessoas que não precisavam falar para testemunhar do amor de Deus, simplesmente vivia uma vida consagrada a Cristo e esse era seu testemunho.

                Que saudade dos dias em que o título não tinha importância! Agora só está faltando o título de “Co-Deus”! As pessoas se intitulam e querem ser maiores que as outras, buscando seus próprios interesses e reconhecimento humano. É uma guerra! Uma guerra de reinos próprios e pessoais que finda sem ganhadores, pois neste tipo de guerra todos se ferem, se machucam e vão parar no gabinete do pastor!            Hoje há charlatões se intitulando e usando de estratégias de psicologia barata para enganar aqueles que estão com a alma ferida. Poucos tem tido discernimento disso. Não sei como essas pessoas conseguem dormir!

                No fim de tudo tenho visto coisas que trazem grande revolta e profunda tristeza. Fico a me perguntar: E eu, como me tenho saído? No meio disso tudo, espero estar cooperando ao invés de atrapalhar o processo do caminho, espero mesmo estar agradando ao Pai, pois é isso que importa afinal.

 

Autores: Bárbara Rocha e Paulo Alfradique

 

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A Tartaruga Tagarela

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Quero compartilhar essa história com vocês:

Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar.   Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago. Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida. E foram dizer adeus à tartaruga.

– Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. – Levem-me com vocês, senão eu morro!

– Mas você não sabe voar! – disseram os patos. – Como é que vamos levá-la?

– Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! – gritava a tartaruga.

Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma ideia.

– Pensamos num jeito que deve dar certo – disseram – se você conseguir ficar quieta um longo tempo. Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas cuidado: lembre-se de não falar! Se abrir a boca, estará perdida.

A tartaruga prometeu não dizer palavra, nem mexer a boca; estava muito agradecida! Os patos trouxeram uma vara curta bem forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio. Então os patos alçaram voo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga. Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer: “Como estamos alto!” Mas lembrou-se de ficar quieta.

Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar: “O que é aquilo que brilha tanto?” Mas lembrou-se a tempo de ficar calada. Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas.

– Olhem os patos carregando uma tartaruga! – gritavam. E todos correram para ver.

A tartaruga bem quis dizer: “E o que é que vocês têm com isso?”; mas não disse nada. Ela escutou as pessoas dizendo:

– Não é engraçado? Não é esquisito? Olhem! Vejam!

E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada.   Depois, as pessoas começaram a rir:

– Vocês já viram coisa mais ridícula? – zombavam.

E aí a tartaruga não aguentou mais. Abriu a boca e gritou:

– Fiquem quietos, seus bobalhões!

Mas, antes que terminasse, já estava caída no chão. E acabou-se a tartaruga tagarela.

 

Reflexão:

Moral da história: Há momentos na vida que é melhor ficar de boca fechada. Tiago 1.19 – “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se”.

Quantas e quantas vezes, por exemplo, nos precipitamos ao emitirmos nosso julgamento? Quantas vezes a nossa fala precede o nosso bom senso ou o raciocínio? Não é raro perdermos grandes oportunidades por falar demais. Isso sem contar a perda de preciosos relacionamentos.

Deus não nos quer amordaçar, mas a Sua Palavra nos ensina a falar no momento certo e maneira correta.

A tartaruga poderia expor seus sentimentos, mas no momento certo.

Provérbios 25.11 – “A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata”.

Tenho aprendido que toda verdade deve ser dita, mas sempre em amor e no momento certo.

 

 

 

 

Entendendo as pessoas: elas são boas ou más?


Jesus disse: “Descia um homem de Jerusalém a Jericó. Pelo caminho caiu em poder de ladrões que, depois de o despojarem e espancarem, se foram, deixando-o semimorto. Por acaso desceu
pelo mesmo caminho um sacerdote. Vendo-o, passou ao largo. Do mesmo modo, um levita, passando por aquele lugar, também o viu e seguiu adiante. Mas um samaritano, que estava de viagem, chegou ao seu lado e, vendo-o, sentiu compaixão. Aproximou-se, tratou-lhe as feridas, derramando azeite e vinho. Fê-lo subir em sua montaria, conduziu-o à hospedaria e cuidou dele. Pela manhã, tomou duas moedas de prata, deu-as ao hospedeiro e disse-lhe:’Cuida dele e o que gastares a mais na volta te pagarei.”
Lucas 10:30-35

As pessoas são fundamentalmente boas ou más? Quase todos nós chegamos a uma dessas duas conclusões a respeito da natureza humana. Mas, se examinarmos como Jesus falava sobre
as pessoas, parece que ele não chegou a nenhuma conclusão. Alguns de nós somos como o sacerdote e o levita da parábola, outros como o samaritano, outros como os ladrões e outros ainda como o homem que foi espancado e deixado meio-morto. Mas o que levou o samaritano a ter aquele comportamento? Foi o fato de ele ser essencialmente uma boa pessoa? Jesus repetidamente mostrou que o aspecto essencial da natureza humana é a nossa necessidade de ter um relacionamento amoroso com Deus e com os outros. Por isso uma pessoa se define pelo relacionamento que estabelece com outras pessoas. O samaritano era “bom” porque não desprezou o homem agredido e parou para estabelecer um relacionamento com ele.
Do ponto de vista psicológico, encarar as pessoas simplesmente como boas ou más é muito simplista. Talvez seja mais fácil pensar assim porque, ao rotular os outros, sabemos em quem confiar e quem evitar. Mas a verdade é que sempre existem possíveis “samaritanos” e “ladrões” entre nós, e cada um de nós tem aspectos de ladrão, de sacerdote e de samaritano. Aqueles que
reconhecem e valorizam a sua necessidade básica de se relacionar amorosamente com os outros tendem a ser boas pessoas e a ter um bom comportamento. Eles precisam dos outros, de modo que não desejam feri-los. As pessoas que violam sua natureza essencial de viver um bom relacionamento com os outros se comportam como más.
A parábola do bom samaritano fala de pessoas boas e más. Jesus explica a diferença entre os dois tipos em função do relacionamento que estabeleceram com o homem ferido. Jesus não fala que eram boas ou más essencialmente. Ele conhecia profundamente a natureza humana e por isso pode nos ajudar hoje a compreender o comportamento de todas as pessoas que conhecemos, inclusive o nosso.

JESUS CONSIDERAVA AS PESSOAS ESSENCIALMENTE MÁS?
“Descia um homem de Jerusalém a Jericó. Pelo caminho caiu em poder de ladrões.”
(Lucas 10:30)

Jesus estava familiarizado com as escrituras judaicas que falavam da profunda decepção de Deus com a raça humana e de como ele destruiu o planeta com um grande dilúvio.
Se Jesus concluiu, a partir dessa história, que somos fundamentalmente maus, então nossa natureza é ser como os ladrões da parábola do bom samaritano. Nós nos apossaríamos do que pertence aos outros e não os respeitaríamos, porque o importante neste mundo seria a sobrevivência do mais forte e faria parte da nossa natureza cuidar primeiro de nós mesmos, ainda que em prejuízo dos outros. A partir dessa perspectiva, sem alguma forma de religião ou de freio, todos nos mostraríamos nocivos e destrutivos.
É justamente por não se dar conta da própria maldade que ele continua a agir maldosamente.
Jesus sabia que de nada adianta colocar os ladrões diante da própria imoralidade. Eles geralmente nos dizem o que queremos ouvir.
Na parábola do bom samaritano, o ladrão era definitivamente uma pessoa má, mas Jesus não se concentrou nele. Ele não estava interessado em definir a natureza humana como má, mas em nos oferecer um modelo de como sermos bons. Jesus ligava-se constantemente a pessoas que podiam ser consideradas “más” pelos outros, como a mulher adúltera, mas ele não os encarava
dessa maneira. Ele via todas as pessoas como capazes de ser boas e nunca as discriminava. Jesus procurava sempre atrair as pessoas para um relacionamento com ele porque era isso o que as ajudava a se tornar melhores.

Roubar os outros furta a alma do ladrão.

O PROBLEMA DE VER AS PESSOAS COMO MÁS
“Por fora, pareceis justos aos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e perversidade.”
Mateus 23:8

O problema de acreditar que as pessoas são fundamentalmente más é que essa crença faz com que tenhamos vergonha de ser humanos. Criamos então um ser idealizado para fingir que somos
diferentes. Quem considera a natureza humana desprezível e má precisa descobrir uma maneira de se livrar da parte nociva e tornar-se um ser puramente espiritual que vive acima de tudo isso.
O problema dos fariseus era acreditar que eles não eram como as outras pessoas. Eles se achavam mais espirituais do que humanos.
Em outras palavras, acreditar que a humanidade é fundamentalmente má faz você querer se afastar dela o máximo possível e só se associar àqueles que defendem idênticas convicções religiosas. Pessoas assim desprezam, mesmo que de forma inconsciente, aqueles que deixam de alcançar o seu nível de espiritualidade. Na terminologia psicológica, essa persona que eles criam é chamada de falso eu. O termo religioso é fariseu. Na época em que Jesus contou a parábola do bom samaritano havia um forte preconceito racial entre judeus e samaritanos. Naquele tempo, os samaritanos eram considerados pessoas más, e os fariseus, os sacerdotes e os religiosos judeus eram tidos como bons. O fato de o próprio Jesus ser judeu dava ainda mais força à mensagem da parábola. Hoje, os termos foram invertidos. “Bom” e “samaritano” referem-se a qualidades positivas, e ser chamado de “fariseu” tem uma conotação certamente negativa.
Com sua parábola, Jesus nos mostrou que as pessoas são boas ou más devido aos relacionamentos que estabelecem e não a algo que lhes é inerente desde que nasceram. A religião não nos tira da nossa condição humana, pelo contrário – a religião nos faz viver plenamente a condição humana.

Não podemos escapar do nosso eu, mas podemos encontrá-lo.

JESUS VIA AS PESSOAS COMO ESSENCIALMENTE BOAS?
“Amai os vossos inimigos.” Lucas 6:27

A filosofia que afirma que as pessoas são essencialmente boas é chamada de humanismo. Devido ao amor de Jesus pelos outros e a sua preocupação com o bem-estar de todos, ele é freqüentemente apresentado como um dos grandes exemplos do humanista ideal. Jesus ensinava que devemos amar a todos, até mesmo nossos inimigos. É fácil perceber que Jesus poderia ser usado como um exemplo de alguém que acreditava na bondade essencial das pessoas.
Carl Rogers é um famoso psicólogo conhecido por desenvolver uma teoria baseada na crença na bondade essencial da humanidade. Ele acreditava que todas as pessoas possuem dentro de si um “processo de auto-realização” que as fará saudáveis na presença das condições corretas. Quase todos os terapeutas conhecem a terapia rogeriana como um dos principais exemplos da psicologia humanista.
Não sei se o Dr. Rogers em algum momento pensou nisso, mas existem algumas surpreendentes semelhanças entre o seu pensamento e o amor incondicional que Jesus ensinou séculos atrás.
Jesus falava do amor divino, que era incondicional. Rogers dizia que a consideração positiva incondicional era essencial para o processo de cura. Jesus descreveu a humanidade como sendo a imagem de Deus, possuindo um valor inerente. Rogers observou um processo de auto-realização inerente em todas as pessoas e afirmou que a autenticidade só acontece quando somos coerentes com nós mesmos.
Jesus disse muitas coisas que apóiam a crença humanista na bondade inerente das pessoas, mas não podemos parar aqui. Jesus também reconheceu os problemas associados a essa crença.

Os bons ouvintes fazem as pessoas serem melhores.

O PROBLEMA DE VER AS PESSOAS COMO BOAS
“Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros, os últimos.”
Mateus 20:16

O individualismo é a crença na autoconfiança e na independência. Aqueles que acreditam no individualismo enfatizam a realização e o sucesso pessoais sem precisar depender dos outros. Se qualquer coisa viola seus direitos individuais, eles se livram dela. Sentem que têm o direito de alcançar a excelência pessoal a qualquer custo.
Os seres humanos na verdade não funcionam dessa maneira. Nós, seres humanos, precisamos fundamentalmente das outras pessoas para poder saber quem somos. Assim como necessitamos de espelhos que reflitam a nossa imagem física, que nos mostrem como parecemos fisicamente, precisamos que as outras pessoas nos retratem emocionalmente, que nos revelem como somos psicologicamente.
A idéia de Jesus de que “os primeiros serão os últimos” é o oposto do individualismo. Embora ele reconhecesse o valor inerente de cada pessoa, as pessoas só eram consideradas boas como conseqüência do seu relacionamento com Deus e com os outros. Jesus nunca ensinou que poderíamos ser bons sozinhos. Para ele, não realizamos nosso pleno potencial por meio da competição e sim através da conexão.
O indivíduo é uma parte do todo.

AS PESSOAS NÃO SÃO BOAS NEM MÁS
“Eu vos chamo de amigos.”
João 15:15

Com a parábola do bom samaritano, Jesus estava falando da natureza humana. Ele não estava dizendo que somos fundamentalmente maus como os ladrões ou automaticamente bons como o samaritano. Nossa natureza essencial, de acordo com Jesus, se manifesta na relação. Nossa necessidade básica é nos relacionarmos uns com os outros a fim de sermos completos.
Freqüentemente usamos várias desculpas para negarmos a percepção de que estamos vitalmente ligados aos outros. Eles necessitam de nós e, o que é ainda mais assustador, nós precisamos deles.
Somos profundamente influenciados pelos nossos relacionamentos com os outros. Precisamos deles para podermos ser saudáveis e completos. O fato de estarmos com raiva de uma pessoa não significa que cortamos o relacionamento com ela.
Jesus nos ensinou que, além de amar os outros, devemos tratar os mais próximos de nós como amigos. Isso muitas vezes é extremamente difícil. Embora Jesus se considerasse um líder, um profeta e até mesmo o Filho de Deus, quando ele disse aos seus seguidores: “Eu vos chamei de amigos”, estava fazendo uma declaração a respeito da essência das pessoas. Não existe nada mais importante do que a nossa escolha deliberada e consciente de construir um relacionamento amoroso com aqueles que nos cercam, por mais difícil que isso seja.
Às vezes tratamos aqueles que amamos como nunca trataríamos nossos amigos.

Referência: Livro – Jesus, o maior psicólogo que já existiu.

Ansiedade – Um mal que tem remédio

Ansiedade é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc.

Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato.

Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.

Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua auto-estima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim a pessoa passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.

A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.

VENÇA A ANSIEDADE

Texto: Mateus 6:25-34

Como viver sem se preocupar com a manutenção da vida?
Como obedecer ou praticar este mandamento, nós que vivemos num país com tantas incertezas?
Será possível viver de maneira despreocupada no Brasil? Como?

1. Entendendo a ansiedade
Ansiosos” vêm do termo grego que significa “distrair” – A idéia é que mente procura seguir em duas direções ao mesmo tempo, resultando em confusão e sofrimento.

(Mateus 6:20) – Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. (Mateus 6:24) – Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. “O homem que quiser ter um tesouro nos céus e que quiser servir a Deus e não às propriedades deve desvencilhar-se da ansiedade” (Sherman Johnson). Na explicação de Orlando Boyer, a avareza e ansiedade são uma para com a outra, como a lagarta para a borboleta; aqueles que andam aflitos por dinheiro mostram-se avarentos depois de adquiri-los. O amor ao dinheiro produz avareza nos que o têm.

(Colossenses 3:5) – Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;
(Colossenses 3:6) – Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência;
(I Timóteo 6:10) – Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

É importante frisar que Jesus não proíbe a prudência que prevê o futuro, mas o afã e o angustiar-se pelo amanhã. Ele proíbe o medo ansioso, enfermo, que é capaz de eliminar toda a possibilidade de alegria da vida presente.

2. Razões para vencer a ansiedade
No texto em Mateus (6 : 25-34), Jesus apresenta 8 razões:

2.1 Pela vida do Homem
(Mateus 6:25) – Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
//A personalidade humana merece mais consideração do que a simples satisfação dos desejos físicos //

2.2 Deus tem cuidado
(Mateus 6:26) – Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
(Mateus 28:20) – Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.

2.3 A Ansiedade é inútil
(Mateus 6:27) – E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

2.4 Analogia das Flores
(Mateus 6:28) – E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
(Mateus 6:29) – E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

2.5 Para não sermos infiéis como as pessoas que não crêem em Deus
(Mateus 6:32) – (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
//A ansiedade é essencialmente desconfiança para com Deus//

2.6 Ansiedade é algo desnecessário
(Mateus 6:32) – (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

2.7 Porque Deus nos supri
(Mateus 6:33) – Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

2.8 Ansiedade – Aumenta o sofrimento
(Mateus 6:34) – Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
//É loucura sofrer o mal futuro, que nem ao menos existe ainda, juntamente com o sofrimento presente, o é perfeitamente real//

3. A importância da providência Divina

3.1 Ele preserva e governa nossa vida de modo muito especial
(Atos 17:28) – Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.
(Salmos 57:2) – Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.
(Neemias 9:6) – Só tu és SENHOR; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora.

3.2 A providência opera em nosso nascimento
(Salmos 139:13) – Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.
(Salmos 139:14) – Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
(Salmos 139:15) – Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
(Salmos 139:16) – Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.

3.3 A providência na Salvação
(I Tessalonicenses 4:11) – E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado;
(I Tessalonicenses 4:12) – Para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma.

3.4 A providência na vida familiar
(Salmos 34:10) – Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao SENHOR bem nenhum faltará.

Enfim a providência em tudo:
(Romanos 8:32) – Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
(Romanos 8:28) – E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Conclusão
É possível vencer a ansiedade ou a preocupação excessiva, descansando na providencia divina, sabendo que Ele suprirá todas as necessidades.

(Lucas 10:41) – E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;
(Lucas 10:42) – E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

Voltemos a boa parte que é adorar aos Senhor, pois Ele tem cuidado de nós.

A Arte de Não Adoecer

FALE DOS SEUS SENTIMENTOS



Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos “segredos”, nossos erros. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia!

CONFIE



Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

BUSQUE SOLUÇÕES



Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

NÃO VIVA SEMPRE TRISTE



O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia!

ACEITE-SE



A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser você mesmo é o núcleo de uma vida saudável.Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

NÃO VIVA DE APARÊNCIAS



Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, e acaba acumulando toneladas de peso. uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

TOME DECISÕES



A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Confiar sem julgar

Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:
-Lenhador, abra os olhos!
-A raposa vai comer seu filho.
-Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou a correr no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.
O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensam a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixas influenciar.
Quantas amizades já foram desfeitas, lares destruidos, quantos mals entendidos, tudo por causa da influência e do julgamento de outras pessoas.
Por isso, nunca tome decisões precipitadas, nada melhor do que o diálogo, ainda que encontres a “raposa” com a boca cheia de sangue…

CLICHÊ: Decepção não mata, ensina a viver!

Segundo o dicionário Michaelis, decepção é uma frustração de uma esperança, uma desilusão, um desengano, uma surpresa desagradável.

Quando já não há pelo que lutar, não há nada a fazer a não ser desistir…
Quando as decepções são tão fortes, já não se consegue acreditar…
Quando lembranças atormentam, não há como fugir…
Quando não se chega aonde se deseja, não há como não desanimar…
Fingir alegria é fácil, mas só à noite em seu quarto você sabe por que chora.
Você pode fazer mil esforços para ser compreendido, mas no fundo só você consegue se entender exatamente.
Só você conhece os seus traumas e os seus medos.
Só você sabe pelo que já passou.
Mas a solidão é inerente ao ser humano, por mais que muitos a neguem.
O problema maior é quando você não consegue saber se Deus ainda te ouve.
É quando sorrir se torna apenas o caminho mais fácil para não precisar explicar a ninguém o que nem você entende.
É quando o ânimo já se perdeu e o futuro parece distante demais.
É quando você já não sabe se acredita em você.

Não posso controlar as coisas que me fazem, mas posso controlar o efeito que essas coisas terão em mim… Eu posso decidir o que me atinge.