SERIA ESSE O EVANGELHO?

GÁLATAS 1. 6 a 9

 

Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.”

 

Está sendo pregado um evangelho que pode ser qualquer coisa, menos o verdadeiro!

Vejo que nos dias de hoje se fala pouco de “boas novas”, arrependimento, conversão, consagração ou santidade. Fala-se bem pouco sobre o Amor do Pai que deu Seu único Filho para morrer por toda a humanidade, e quando fala, Cristo entra como um simples e quase não notável coadjuvante… Como um “figurante” da cena. E o Jesus que salva, cura, liberta, restaura, aos poucos tem sido removido da centralidade…

Tenho o privilégio de ter vivido em uma época onde se era ministrado o verdadeiro evangelho, onde as pessoas eram apaixonadas por Deus e por Sua Palavra, onde as pessoas se deixavam usar para trazer uma palavra do coração do Pai, por exemplo. Também sinto saudades da época em que os prodígios, maravilhas e milagres de Deus eram manifestos no arraial. Já até presenciei pessoas sendo curadas, libertas e os Dons do Espírito Santo sendo usado para edificação.

Havia um tempo onde um profeta do Senhor era respeitado… e quem realmente era, não precisava dizer que era, conseguia-se ver Cristo e pureza de coração na vida dele. O profeta tinha entendimento de que não é nada sem Deus, e que é Deus quem opera tudo em todos.

Hoje, percebo que não posso aceitar dizer que sou evangélica, crente ou qualquer outro sinônimo que me associe com isto que chamam de “evangelho”, que é lastimosamente medíocre e que infelizmente percebo muitas pessoas vivendo. De fato, “isso” não é evangelho, não é a “boa nova” em que Cristo sonhou na Cruz do Calvário, que nos traz até hoje para que em recebendo da Graça, o que foi feito se torna real como novidade de vida Nele e com Ele em Amor, amém.  Porém, mesmo na época do Apóstolo Paulo, é de nosso conhecer que já existia problemas relacionados a inserção de fragmentos de conceitos humanos um tanto questionáveis no meio do que era verdadeiro e puro, ao ponto de Paulo dizer que se até mesmo nós ou um anjo descer do céu e anunciar um “outro evangelho”, que seja considerado anátema.

O evangelho sempre foi um só, mas o mundo tem tido a sensação de que há vários! Não os culpemos por isso… Pois é fácil percebermos tantos seguimentos, de modo que se as pessoas perguntam qual é a tua religião e vem como resposta “evangélica!” é preciso outra pergunta: “De que ramo?” Dos que expulsam demônios? Dos que pedem dinheiro? Dos famosos? E isso é muito triste…

E os louvores?! Está ficando difícil de saber a diferença das palavras das canções seculares e das cristãs. Raramente se ouve louvores como os da harpa cristã, ou aqueles clássicos antigos que falavam da volta de Cristo, do Amor, da Bondade, Fidelidade de Deus ou de Gratidão a Deus por Cristo.

Conheci pessoas que eram comprometidas de verdade com o Pai, que não sabiam nem usar o português correto para falar, mas que tinham um brilho no olhar, uma alegria irradiante e uma unção de Deus que emanava da vida delas, que dava vontade de estar sempre por perto e saber onde era a “fonte da água” que ela bebia. Eram pessoas que não precisavam falar para testemunhar do amor de Deus, simplesmente vivia uma vida consagrada a Cristo e esse era seu testemunho.

                Que saudade dos dias em que o título não tinha importância! Agora só está faltando o título de “Co-Deus”! As pessoas se intitulam e querem ser maiores que as outras, buscando seus próprios interesses e reconhecimento humano. É uma guerra! Uma guerra de reinos próprios e pessoais que finda sem ganhadores, pois neste tipo de guerra todos se ferem, se machucam e vão parar no gabinete do pastor!            Hoje há charlatões se intitulando e usando de estratégias de psicologia barata para enganar aqueles que estão com a alma ferida. Poucos tem tido discernimento disso. Não sei como essas pessoas conseguem dormir!

                No fim de tudo tenho visto coisas que trazem grande revolta e profunda tristeza. Fico a me perguntar: E eu, como me tenho saído? No meio disso tudo, espero estar cooperando ao invés de atrapalhar o processo do caminho, espero mesmo estar agradando ao Pai, pois é isso que importa afinal.

 

Autores: Bárbara Rocha e Paulo Alfradique

 

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